Quando somos pequeninos, não entendemos muito da vida. Sabemos apenas, que precisamos que alguém ou algumas pessoas nos mostrem o caminho certo a seguir. Normalmente essas pessoas são nossos pais, eles representam o nosso Norte, nossa orientação. Ontem me despedi de minha vovó Maria, já estava velhinha, judiada pelo tempo e principalmente por uma doença degenerativa sem tratamento. Ontem foi um dia triste para nossa família. Na semana anterior a sua partida, meu papai, havia ido para estar junto dela pois havia sido hospitalizada novamente, ao me acordar não encontrei o papai em casa, ele havia partido cedo, eu ainda dormia. Minha mamãe me explicou tudo, que papai havia viajado para estar com a vovó que estava doente, mas ainda assim chamei por ele pelos quatro cantos da casa. Pronto, meu norte estava dividido, não entendia porquê papai não estava ali comigo, logo ele que passa sempre o tempo todo comigo. Por vezes mamãe me repetiu a tal história da viagem, assim mesmo custei a aceitar o fato de que papai não estava ali.
Na quinta-feira ao meio-dia papai chegou, chegou com aquele sorriso no rosto e pronto pra me dar um grande abraço, me envolveu em seus braços grandes e ficou um tempinho comigo, abraçado junto ao seu peito, pronto o meu norte estava então restabelecido. Ai chegou junto de mim e da mamãe e contou que a vovó não estava nada bem, que deveria ficar mais uns dias no hospital recebendo tratamento.
Fiquei feliz com seu retorno e as coisas pareciam normais, no sábado a noite o telefone tocou, já estava a dormir, nada percebi mas vovó Maria, havia partido, descansado como disse-me o papai no outro dia. No domingo, logo cedo, partimos para porto alegre, para uma despedida da minha vovó, da nossa vovó. Sim porque, nesses oitenta e três anos de vida, foram sete filhos e muitos netos e bisnetos.
Fiquei feliz com seu retorno e as coisas pareciam normais, no sábado a noite o telefone tocou, já estava a dormir, nada percebi mas vovó Maria, havia partido, descansado como disse-me o papai no outro dia. No domingo, logo cedo, partimos para porto alegre, para uma despedida da minha vovó, da nossa vovó. Sim porque, nesses oitenta e três anos de vida, foram sete filhos e muitos netos e bisnetos.
Meu pai foi em silêncio, por vezes brincava comigo mas não conseguia disfarçar a lágrima no canto do olho nem o olhar perdido no nada, ele e meus tios e tias haviam perdido completamente o seu norte. Foi um dia triste! - E aquela chuva braba que caía não ajudou em nada, aliás, tornou tudo ainda mais triste, serviu apenas para lavar as lágrimas que rolavam no rosto daqueles que a amavam. Foi tudo muito triste, agora nossa vovó descansa de uma vida onde foi vencedora, pois soube construir, junto com o vovô Bento, em volta de si uma família muito legal, soube ser exemplo de mulher, mãe, amiga, companheira, avó. Minha vovó, nossa vovó, mamãe e amiga, descanse em paz, ti amaremos para sempre.
Meu pai sempre diz que: "Deus nos deu a vida para viver e ser feliz junto daqueles que amamos, os momentos de felicidade e amor são tudo que importa".
Um beijo para todos que me seguem e muito amor para todos!




